quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tipos de cerimônia de casamento

Meninas, li essa matéria hoje e adorei! São citados alguns tipos de cerimônia. Como sou católica acabo preferindo esta cerimônia, mas como meu noivo é filho de japonês, bem que eu acharia legal ter casado conforme o costume deles. A gente chegou a ganhar a roupa de uma prima japonesa deles, mas acabamos não usando em nenhum momento. Uma pena, íamos ficar lindos. De repente a gente faz uma versão "Foto Casamento" como os japoneses têm feito hj e aí enviamos para ela de lembrança.

Uma cerimônia que tb é super bonita e cheia de sentimento é a judaica. Fui em uma e amei!

Segue o link para a matéria do  Bolsa de Mulher: http://www.bolsademulher.com/amor/cerimonias-de-casamento-103856.html


Entrar na igreja de vestido branco, véu e grinalda ao som da marcha nupcial é o sonho de muitas mulheres. Mas nem só de alianças de ouro e chuva de arroz vivem as bodas. Você já imaginou ter o pé pisado pelo seu noivo como um sinal de amor? E se fosse proibido estourar champanhe na festa? Tem noiva que faz sua entrada rumo ao altar com a sogra ao lado...

Nas diversas culturas e religiões em todo o mundo, ritos sagrados se misturam a tradições locais e dão origem a diferentes tipos de celebrações. O Bolsa de Mulher entrevistou especialistas e autoridades no assunto, e montou um panorama dos costumes na hora do "sim" espalhados pelos quatro cantos do planeta.

União católica

O Monsenhor Sérgio Costa Couto conta como foi construído, ao longo da história, o casamento na religião católica: "Este sacramento existe desde que o mundo é mundo. No início, a família levava a noiva à casa do noivo e já eram considerados casados. Com o tempo, sentiu-se a necessidade de uma benção mais significativa. Daí surgiram os ritos". A partir de então a Igreja institucionalizou o rito dividindo-o em partes: "São elas: a entrada dos noivos, as leituras bíblicas sobre o casamento, a pregação e a troca de votos. Na verdade, a parte essencial é a declaração mútua de aceitação como casal. O resto todo é dispensável".

Para Monsenhor Costa Couto, os costumes variam entre os povos e não é ingerência da religião determiná-los. "Nos EUA, por exemplo, eles fazem a cerimônia das velas, na qual os pais, juntos com os filhos que vão se casar, acendem uma vela maior pedindo que a luz de Cristo ilumine o caminho de ambos, que passa a ser único", explica. Nos países hispânicos existe o cambio de las arras, quando os noivos trocam moedas em simbolismo da partilha de bens. Outro hábito diferente pode ser visto na Alemanha, onde os noivos colocam a aliança de casamento na mão direita: "Existe uma antiga lenda de que havia uma ligação direta entre esse dedo e o coração".




Uma das poucas exigências nas celebrações católicas tem a ver com o lugar, pois elas devem acontecer em uma igreja. Monsenhor enfatiza que celebrações fora dos templos católicos só podem ser permitidas pelo bispo. "Não tem por que ser fora da igreja. Se encontrar alguém que realize isso, desconfie", avisa.

Na realização das festas, a única recomendação é que não se torne incoerente aquilo que foi celebrado na igreja. "Recomenda-se que elas sejam alegres, não promíscuas nem incoerentes com o sacramento que se acabou de celebrar", conclui.

Casamento Grego Ortodoxo

O professor de literatura grega da UFRJ e diácono da igreja ortodoxa Henrique Cairus aponta que, apesar de igrejas-irmãs, as cerimônias ortodoxas e católicas apresentam algumas características distintas. "A principal delas está na oficialização, que na igreja ortodoxa é feita pelo sacerdote. Os noivos entram mudos e saem calados. Não existe a hora do sim, por exemplo", cita.

De acordo com Cairus, o fato de o casal estar presente já representa uma aceitação mútua. Ele acrescenta: "Durante a cerimônia, os noivos bebem três goles da mesma taça de vinho, simbolizando que não haverá mais segredos entre ambos". O momento que representa a união acontece na coroação: "Após as alianças serem colocadas pelos padrinhos, o casal é coroado. Aí, sim, está oficializado o matrimônio".

As coroas podem ser feitas com flores ou em ouro, como acontece até hoje na Rússia, lembrando as dos antigos imperadores. "Varia muito com a condição financeira dos noivos. Essas coroas são atadas uma a outra por um lenço enlaçado, demonstrando que o poder só existe na união dos dois". Na cerimônia, as coroas são trocadas três vezes entre os noivos, como forma de demonstrar que não há diferença entre a posição da mulher e a do homem na relação: "A coroa simboliza o poder na casa e as graças do Espírito Santo sobre a cabeça dos recém-casados".

No cinema, a comédia-romântica "Casamento Grego" despertou a curiosidade do público pelos ritos matrimoniais ortodoxos. E eles são muitos, já que, como conta Cairus, a religião permite que se reproduzam costumes locais nas uniões. "As tradições regionais têm liberdade na cerimônia ortodoxa. Na Grécia, os noivos já entram na igreja juntos. Existem regiões gregas em que o noivo pisa no pé da noiva, por exemplo. Mas não só na Grécia. Na Ucrânia, também adepta da religião ortodoxa, a noiva tradicionalmente usa vermelho", destaca.

Judaísmo

Entre os judeus, a cerimônia é normalmente realizada ao ar livre. "A preferência é que seja ao ar livre para relembrar o tempo em que o povo vivia em tendas. A única cobertura é o pálio que está sobre o altar, onde os noivos devem chegar para receber a benção do rabino", diz David Gorodovits, diretor-executivo do Centro de História e Cultura Judaica.

Esse pálio, chamado de chupá, deve ter apenas quatro apoios de madeira, como revela Gorodovits, que fala da entrada dos noivos rumo ao altar: "Tradicionalmente, o noivo entra primeiro, juntamente com o pai e o sogro, e depois fica sozinho sob a chupá. Em seguida, a noiva faz sua entrada com a mãe e a sogra. Antes de chegar ao pálio, ela dá sete voltas em torno do altar para simbolizar que estarão unidos pelos sete dias da semana", explica.

O matrimônio é dividido em duas partes. A primeira é uma única benção proferida pelo rabino: "Essa benção é consumada quando o noivo bebe um gole e oferece à esposa do mesmo cálice". Na segunda parte, assim como as voltas, sete também são as bençãos proferidas que consagram a união.

"Às vezes, alguns convidados são chamados para dizer algumas das bençãos. Existe uma, mais poética, que normalmente é feita pelo Chzam, o cantor litúrgico. Ao final de cada benção, o casal deve repetir o ritual de beber no mesmo cálice", narra. Ao final das sete bençãos, chega o momento de firmarem o compromisso, também simbolizado pelas alianças de ouro: "O significado é o mesmo: uma aliança sem fim".

Outra curiosidade no rito judaico é o jejum. "Durante todo o dia e até o final da cerimônia, os noivos não podem comer. Após o casamento, aí sim, eles fazem o desjejum juntos, apenas os dois, antes mesmo de entrarem na festa para a recepção dos convidados. Na festa, costuma-se colocar uma colher de prata no chão para que os recém-casados passem por cima dela. Essa atitude simboliza que eles devem passar por cima da riqueza sem serem oprimidos por ela", traduz Gorodovits.

 União japonesa

Até nas cerimônias de casamento os japoneses se utilizam de pouco espaço. De acordo com Lumi Toyoda, pesquisadora e consultora de etiqueta social e empresarial japonesa, uma cerimônia muito comum na religião xintoísta, a principal do país, tem o nome de Sun Sun Kudo. Nesse tipo de celebração, geralmente só participam os noivos, os pais e os padrinhos, além dos sacerdotes. "Nem sempre os convidados comparecem à cerimônia. Na maioria das vezes, eles vão apenas à recepção", conta a especialista em cultura japonesa.

O ritual, continua Toyoda, consiste em uma espécie de brinde com sakê tomado em três cálices sobrepostos. Os cálices são de três tamanhos diferentes, numa espécie de tigela rasa, típica do país: "O primeiro a tomar é o noivo, depois vem a noiva e em seguida os padrinhos. Por fim, os demais presentes. Cada um toma o sakê em três goles em cada cálice". Segundo ela, o significado é de uma aliança sacramentada três vezes: "Já que o número três não pode ser dividido por dois, quer dizer que essa benção só é possível a dois".

No vestuário, os tradicionais quimonos. Mais exigido no caso da mulher, o homem pode trajar um terno ou fraque, por opção. Mas a especialista faz uma ressalva: "Os noivos sempre carregam um leque, que faz parte dos trajes tradicionais masculino e feminino de casamento". Há um outro ritual que despertaria controvérsia. Em algumas celebrações, a noiva entra no altar com chifres cobertos por uma touca branca. Toyoda esclarece: "O sentido de chifre é diferente. Aqui significa a bravura da mulher escondida perante seu futuro marido".

A noiva usa o branco, segundo ela, para significar a pureza. O kimono é completamente branco e dispensam-se colares, correntes, pulseiras brincos e anéis. O esmalte deve ser discreto, alternando entre o transparente e o levemente rosado. O penteado segue o estilo tradicional. "Muitas vezes, quando não conseguem fazer o coque, as mulheres usam perucas com bastantes ornamentos coloridos, principalmente dourados", descreve.

As cerimônias normalmente são realizadas nos templos xintoístas, mas, como em muitos casos eles não são fechados e muito pequenos, é comum ocorrerem cerimônias em locais públicos. "Está na moda", destaca a especialista. Nos templos, no entanto, o cerimonial é repleto de discrição e reverência: "É comum os sacerdotes usarem a vestimenta semelhante aos membros masculinos da família real para realizar o matrimônio". No altar, onde os noivos tomam o sakê, são colocadas bençãos: "São as colheitas da terra e do mar. Hortaliças, frutas, peixe, algas marinhas. Na bandeja central do altar é que fica o sakê", conta Toyoda.

Ao final da cerimônia, os noivos se encaminham para a recepção, onde fazem a confraternização com os seus convidados. "Antigamente a festa era realizada na casa do noivo. Hoje as festas acontecem em bufês, restaurantes ou locais apropriados", esclarece a pesquisadora. Toyoda aponta a última novidade nas uniões japonesas: "É a 'foto casamento', para noivos que não querem realizar um enlace formal. Eles se vestem somente para tirar fotos para futuras lembranças", conclui.

Hinduísmo

O casamento hindu é o que mais se diferencia no cerimonial, como conta Vijaya Marga Dasa, diretor administrativo da comunidade hinduísta Nova Gokula, de Pindamonhangaba, São Paulo: "Não existe uma cerimônia específica para o casamento, o que muda é apenas a liturgia feita". A consagração é realizada através de um ritual de fogo conhecido como Agnihotra: "Ele é utilizado em várias outras celebrações, não apenas em casamentos. Monta-se uma arena de tijolos cheias de areia e nela colocam-se cinco tipos de cores, frutas, incensos e temperos, além de cocos frescos. Tudo isso forrado por folhas de bananeira". A escolha de cinco tipos de cada ingrediente simbolizam os cinco elementos da natureza.

O sacerdote conduz a cerimônia e convida os pais para sentar ao redor da arena ao lado dos noivos. A partir daí, com um brahmana (sacerdote) a cargo da liturgia, o ritual passa para o momento das promessas, repetidas pelo casal. Durante a cerimônia, por diversas vezes, alguns dos presentes são convidados a oferecer elementos ao altar de fogo após pronunciarem os mantras: "A cada mantra, os convidados oferecem cominho, coentro, cevada e trigo em pratos de cerâmica. Então o sacerdote vai com a concha de óleo de manteiga e alimenta o fogo".

A indumentária dos noivos, no lugar do paletó e do vestido branco dos católicos, são as roupas tradicionais indianas: "A roupa da noiva é vermelha, o chamado Sari, sempre muito bem ornamentada com brincos nas orelhas e no nariz e pinturas decorativas na pele. O homem normalmente usa o Dhoti, aquele saiote, juntamente com a túnica, chamada Kurta. Na Índia eles costumam usar turbante e chegam ao casamento montados em elefantes", narra Marga Dasa.

No momento da formalização do casamento, os hinduístas realizam o ritual das guirlandas de flores. "Os noivos escolhem um amigo para fazer a entrega das guirlandas. O noivo coloca o colar na noiva e vice-versa. Depois, ambos amarram as vestes um no outro e trocam de lugar", descreve Marga Dasa, acrescentando que o ritual significa que todos têm poderes iguais na relação.

A consumação final acontece na imposição da Bindi, o sinal que atesta à sociedade que aquela mulher é casada. "O marido pega uma cúrcuma (uma especiaria parecida com o açafrão), coloca em um dos dedos e toca no meio da face de sua esposa. Também espalha na linha que divide o cabelo ao meio. Simboliza que ela é uma mulher casada e todos devem respeitá-la", afirma.

Ao final, os noivos dão sete voltas ao redor da arena e, a partir daí, inicia-se a celebração. Marga Dasa conta que todos os elementos oferecidos na arena serão dados pelos noivos aos convidados. Segundo ele, a festa só tem uma restrição: "Não pode ter carne no cardápio, já que somos todos vegetarianos".

Budismo

Segundo o especialista Khaled Assary, a cerimônia começa com os mesmos rituais praticados nas outras celebrações budistas. Após uma homenagem a Buda, são proclamados os três refúgios: os nubentes repetem frases de compromisso com Buda, com Dhamma (ensinamentos e doutrinas de Buda) e com Sangha (comunidade budista). Em seguida, são repetidos os cinco preceitos básicos do budismo. "Não destruir os seres vivos, não roubar, abstenção de comportamento sexual errôneo, de maneiras errôneas de falar e de substâncias psicoativas com altas doses químicas", complementa.

A partir daí, acontecem oferendas no altar. "São três tipos: a vela, o incenso e as flores", descreve Assary. Cada oferta tem uma simbologia distinta. Na primeira, a da vela, o significado está na chama, símbolo da luz que dissipa as trevas da ignorância. O monge explica o significado e passa a vela aos pais do noivo, que repassam-na para a noiva, responsável por acendê-la no altar. O mesmo processo acontece com o noivo.

O segundo elemento, o incenso, simboliza que, assim como o seu odor toma conta do lugar, os servos de Buda devem contagiar os que estão à sua volta. O oferecimento do incenso ao altar segue a mesma ordem do da vela. Por fim vêm as flores, que simbolizam a impermanência do corpo. A noiva, nesse momento, oferece ao altar o seu buquê. E a mesma ordenação se segue.

Os próprios noivos devem preparar uma bandeja de frutas para ofertar. "Esse ritual simboliza o amor à natureza. Podem ser quaisquer frutas mais nobres e pequenas para facilitar o transporte ao altar", descreve. No budismo, explica, são aceitas as alianças como forma de oficialização do casamento.

A troca de alianças é seguida pelo ritual do arroz: "São duas vasilhas: uma maior cheia de arroz representando o suprimento mundial de alimento, já que 2/3 das comidas no mundo têm arroz e trigo em sua composição. E a outra pequena, vazia, significando a casa dos noivos. Eles devem encher aquela que representa a sua casa até transbordar". Isso significa, segundo Assary, que primeiro o casal deve suprir a sua casa e depois "deixar transbordar", no intuito de ajudar aos mais necessitados.

O tradicional beijo da noiva nos casamentos ocidentais tem sua correspondência no final do ritual budista. "Ao final da cerimônia, o noivo oferece um buquê maior e mais bonito à noiva para substituir o primeiro oferecido no altar e também em sinal de amor", conclui.

 Islâmico

O ritual islâmico é o mais variado. Por ser uma religião muito difundida em diversos povos e línguas distintas, a tradição do Islã é pouco restritiva e detalhista, e os rituais variam bastante nas diversas culturas nas quais se faz presente.

Sami Isbelle, diretor do departamento institucional da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, descreve os pilares das celebrações: "O aceite dos noivos, pois ambos devem estar de acordo, a presença de duas testemunhas, podendo ser qualquer pessoa, e por último o mahar, que muitos traduzem de maneira errada como dote, ganhando uma carga pejorativa". Segundo Isbelle, o dote é uma demonstração da sinceridade do noivo com a esposa e uma maneira de a data "não passar em branco". O diretor ainda destaca: "A futura esposa que deve escolher. O dote pode ser material ou até mesmo simbólico, a decisão é da mulher".

Segundo Isbelle, como no islã não existe uma classe sacerdotal, qualquer líder comunitário da religião pode celebrar a boda. "Atualmente os sheikes, formados pelas faculdades islâmicas, têm se especializado no assunto", comenta. Apesar de não ter surgido na tradição islâmica, o uso das alianças é recomendado para simbolizar socialmente a união conjugal: "Não fere os nossos costumes".

Outro questão interessante envolve a poligamia. Segundo Isbelle, o islâmico não promete ter apenas uma mulher, porém isso não significa infidelidade: "A recomendação é de ter apenas uma mulher. A poligamia é permitida como solução emergencial para manter os vínculos da família, que são muito importantes na nossa cultura". Ele descreve o que considera uma "solução emergencial": "Em épocas de guerras, há um déficit de homens em relação ao número de mulheres. Se não fosse permitida a poligamia, haveria uma grande disputa que poderia levar muitos homens ao adultério e à infidelidade, que é abominável".

Isbelle mostra como os homens devem se comportar nesses casos. "Ele pode se casar com até quatro mulheres, com direitos legais assegurados. Contudo, a ordem é que ele seja igualitário com todas elas em todos os sentidos, porque o profeta diz que, se um homem não conseguir tratar igualmente as suas mulheres, já pode preparar seu lugar no inferno", revela.

Ao final da cerimônia, os noivos partem para a festa de casamento em que a única restrição está no cardápio. "Na alimentação, existem proibições. Não poderá ter carne de porco nem nada que contenha álcool", finaliza.

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